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Tendência internacional há algum tempo, a moda indiana vai ganhar mais força no Brasil com a novela “Caminho das Índias”, apostam os comerciantes, que já se preparam – com dedos cruzados – para um boom semelhante ao que aconteceu com os produtos orientais durante a exibição de “O clone“, também de Glória Perez.

Na época, até o improvável anel-pulseira de Jade (Giovanna Antonelli) virou mania. Na região da Saara, no centro do Rio, percorrida na última terça-feira pela Revista da TV, as lojas já reforçaram o estoque de echarpes, calças saruel e coloridas bijuterias indianas, enquanto as vendedoras se preparam para explicar como se amarra um sari, linda vestimenta típica que vem sendo usada no horário nobre por atrizes como Juliana Paes, Cleo Pires, Eliane Giardini e Nívea Maria.

A figurinista da novela das oito, Emilia Duncan, sabe que as brasileiras não vão sair por aí, sem mais nem menos, envoltas em saris, mas acha que algumas peças da novela vão pegar.

– A moda indiana é uma tendência lá fora. A atriz inglesa Liz Hurley, por exemplo, é casada com um indiano e já foi a festas usando saris lindíssimos, mesmo não estando na Índia. Mas tudo sempre começa pelos adereços, que são mais fáceis de serem assimilados – explica a responsável pelo visual dos personagens de “Caminho das Índias“, fruto de meses de pesquisa.

Emilia acha que a calça saruel, que está ensaiando sua volta há um tempo, deve finalmente invadir as ruas. E aposta ainda nas echarpes masculinas usadas por Marcio Garcia – o herói Bahuan – como hit do inverno.

– Acredito que com o colapso da era Bush, nós voltamos nossos olhares para o Oriente, que trouxe uma nova filosofia e ideia de conforto. Por isso também vemos a influência desse guarda-roupa no nosso dia-a-dia – analisa Emilia.

Ricardo Andrade, dono da loja Ramayana, de artigos indianos, no Centro, diz que a procura por esses itens começou no fim no ano passado, mas há duas semanas o movimento cresceu bastante.

– Foi assim com as novelas “Estrela guia”, que tinha um visual mais hippie, com “O clone”, que fez crescer a demanda por odaliscas, e será assim com “Caminho das Índias”. Os homens vêm atrás das calças molinhas e batas. As mulheres, das túnicas, vestidos, lenços e bijuterias – afirma.

A comerciante Rafaela Oliveira, dona da loja Balisun, de objetos de decoração, também espera faturar mais no rastro da novela, que tem ricos cenários no núcleo do Rajastão:

– Os móveis orientais remetem muito ao conforto, paz e espiritualidade. As almofadas, futons, incensos, bandôs e os ganeshas (Deus hindu com cabeça de elefante e corpo humano) também têm uma ótima saída.

Onde encontrar

RAMAYANA: Rua Senhor dos Passos 149, Saara, Centro (2221-0391).Tem echarpes coloridas entre R$ 10 e R$ 30. Vestidos indianos a R$ 69 e calça saruel a R$ 69.

BALISUN (ROUPAS E ACESSÓRIOS): Rua da Alfândega 289, Saara, Centro (3852-59-50). Os saris custam R$ 99 e as pulseiras saem a R$ 15 ( o conjunto com 10). Os colares e braceletes custam a partir de R$ 39.

BALISUN (DECORAÇÃO): Rua Senhor dos Passos 186, Saara, Centro (2507-1216). As almofadas, hit da loja, vão de R$ 45 a R$ 99.

SARAH KALI: Rua da Alfândega 323 (sobreloja), Saara, Centro ( 2224-9736). A loja oferece vestidos, saruel, lenços e até CDs indianos. Os preços são sob consulta.

Desfile Versace Semana de Moda de Milão Outono Inverno 2010

“Você não pode correr e se esconder”, disse Donatella Versace antes do seu desfile, se referindo à recessão. Mas pode e deve ser quem você é. No caso da Versace, isso significa “sexy, sexy, baby”, como a trilha sonora se manteve repetindo, para que não fosse preciso que alguém lembrasse a razão de ser da Versace.
As garotas de Donatella estavam vestindo-se simplesmente e claramente com a intenção da sedução, mas não espalhafatosa, nem enfeitada demais, em um clubwear retrô. Claro, havia um perfume de anos 80, mas um mais reflexivo sobre as raízes da marca do que uma ânsia por nostalgia. A grande mensagem da Versace: vestidos, tecidos lânguidos que drapeavam-se e cobriam o corpo de maneira suave, freqüentemente fixados por cintos prateados brilhantes. Vieram em verdes e azuis fascinantes, embora, inesperadamente, aparecesse uma manifestação de laranjas e rosas brilhantes.

Uma inclinação vigorosa para o “biker” ofereceu contraponto aos vestidos. Havia também casacos espetaculares, incluindo lãs degradês extremamente sofisticadas e um par de casacos de mink tosqueado. Do começo ao fim, a Versace evitou uma decoração mais demonstrativa e extravagante em favor de costuras curvadas definidas pela seda ou pelo couro.

A noite ofereceu um desfile amável de vestidos drapeados que talvez tenham se tornado a marca mais reconhecida da Versace. E se no fim, essa apresentação tão focada foi um pouco longa, ainda conquistou o efeito desejado: Sexy, sexy, baby.


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